Que tal repensar o mentoring? | Sobre Mentoring Upside-Down

August 7, 2019

 

Por Patricia Busatto

 

Um programa de mentoring é uma ferramenta potente que a área de RH oferece aos líderes em empresas e organizações. Por quê? Porque é uma excelente forma de trocar experiências e saberes, ensinar na prática, no calor da necessidade, assegurar que menos “bobagens” sejam feitas, ao mesmo tempo em que é possível sentir, reforçar ou difundir uma cultura organizacional, que se torna visível no “como” as coisas são feitas. 

 

Claro que pessoas que não trabalham formalmente em empresas também se beneficiam de um processo de mentoring, ainda que não estruturado: quantas vezes cada um de nós buscou um amigo ou uma referência mais experiente em algo e saiu iluminado depois da conversa? Quanto a gente não gostaria de andar com um mentor no bolso, o tempo todo? Eu, pelo menos, sim!

 

Em uma conversa de mentoring acontece um grande encontro, pois de fato são grandes os encontros onde existe uma abertura e troca genuína entre duas pessoas. Quero lançar luz em um aspecto específico deste encontro: o encontro entre o passado e o futuro, entre o novo e o antigo. E depois fazer uma provocação.

 

Em geral, o mentor traz a bagagem da experiência, do que já se provou certo, em um tempo que já passou. Ele representa portanto o passado, o antigo. O mentorado por sua vez representa o futuro, o que está por vir, o novo. De certa forma, representa a incerteza, a chance, a oportunidade. Nessa relação, portanto, um traz a pergunta, e o outro um caminho, ou até mesmo a resposta.

 

Mas e se essa ordem for subvertida, o que acontece? Há algo que o mentorado tem a ensinar para o mentor? O quanto o mentor também precisa dessa relação?

 

Vivemos em um mundo muito mais incerto, complexo e ambíguo do que jamais foi. Temos assistido a inúmeros casos disruptivos na economia, que rompem com certezas antigas. E isso só se intensificará. 

 

O mentorado está no meio do olho do furacão, literalmente sentindo o cheiro do que está acontecendo de perto, no frescor da situação. Está com o sensor plugado no futuro. Certamente está olhando a partir de uma perspectiva muito diferente daquela que foi olhada anteriormente, porque os tempos mudaram, especialmente se for de uma geração mais nova. E como nesse cenário líquido atual há menos pontos de sustentação, as variáveis também são maiores e o desafio portanto mais multifacetado. Mas as oportunidades também são, consequentemente, maiores!

 

Será que o mentor também não deve aprender algo nessa conversa? A partir dessa perspectiva renovada, fresca? Não está na hora de intensificarmos as trocas, de olhar o programa de mentoring como uma via de mão dupla, potencializando ainda mais esse momento de encontro para que ambos cresçam? De ventilarmos a experiência prévia com o frescor de novos ares, para que ela fique arejada? De aprendermos com os mais jovens ou menos experientes? Porque mesmo uma fogueira já acesa também segue precisando de oxigênio

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